quinta-feira, 29 de março de 2012
Socorro Padre Vieira!!!
Os chineses querem nossos jumentos
Gigante asiático quer importar 300 mil jumentos por ano do NE para uso na indústria de alimentos e cosméticos
"Éverdade, meu senhor essa estória do sertão. Padre Vieira falou que o jumento é nosso irmão". O trecho inicial do poema de Luiz Gonzaga e José Clementino aviva a importância de um animal que faz parte da história e do desenvolvimento econômico do Nordeste. Popularmente conhecido como jegue, o animal vem se tornando assunto em todo o Brasil. Em um protocolo de intenções assinado entre a China e o RN, a exportação do asinino é um dos interesses almejados pelo mercado asiático, que já importa os animais da Índia e da Zâmbia. O protocolo tenciona fazer com que o RN e outros estados nordestinos exportem cerca de 300 mil jegues por ano para o gigante.
Atualmente, são contabilizados cerca de 55 mil jegues no RN, estima a Secretaria de Estado de Agricultura e da Pesca. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
De acordo com o secretário estadual de Agricultura e Pesca, Betinho Rosado, o interesse chinês se deve à elevada concentração do espécime em terras nordestinas, o que pode ser uma boa alternativa para o mercado potiguar expandir para um novo segmento. "Além de movimentar a economia local, a iniciativa ainda pode resolver o problema de excesso de oferta de jegues na região", afirma o secretário. Atualmente, são contabilizados cerca de 55 mil jegues em todo o estado.
Segundo o titular da Sape, com as facilidades de financiamento, houve um crescimento muito grande do uso de motos para o transporte local e os jegues estão perdendo espaço no uso diário das pessoas do interior do estado. Foi em junho de 2011 que o grupo de empresários chineses percorreu o Nordeste, desde a Bahia até o Rio Grande do Norte, conversando com fazendeiros e políticos.
"Temo que no nosso estado não tenhamos empresários interessados em investir no segmento. Afinal, é um mercado novo, e tudo o que é desconhecido assusta um pouco", frisa Betinho. Na China, os populares jegues são utilizados na indústria de alimentos e na de cosméticos. Por ano, os chineses sacrificam 1,5 milhão de jumentos. O gigante asiático está com o interesse de ampliar esse número para dois milhões. O processo envolve tecnologia de ponta, com melhoria genética, cuidados na produção de alimentos específicos e assistência técnica.
Na opinião do secretário adjunto de Agricultura, José Simplício de Holanda, a exportação dos jegues resolveria um problema local. Em regiões do Alto Oeste e Seridó, o animal é altamente rejeitado pelos ex-proprietários que abandonam os animais nas estradas. Reproduzindo-se, os jegues ocupam rodovias e geram acidentes graves, risco que, para Holanda, seriam reduzidos com a adoção do programa de garantia de compra dos animais a preços de mercado, o Projegue.
"É muito difícil lidar com essa situação. Diria que é incontrolável. Por isso acredito no potencial dessas negociações. Asnos só servem para causar acidentes nas estradas. Quem já possuiu um o substituiu por motos", diz Holanda. Simplício afirma que a criação do jumento é simples, uma vez que ele "se cria sozinho" e facilmente se reproduz (gestação de 11 meses). Mas, por enquanto, o projeto ainda não teve maiores avanços, mesmo com boas expectativas por parte do Governo do Estado.
Assim é o que os humanos fazem quando o pobre do animal não tem mais utilidade pra suas necessidades mesmos as mais insanas a não ser virar sabão ou comida de asiáticos.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Seu doutô sou criminoso,
Sou criminoso de morte,
Tô aqui pra me entregá.
Vosmicê fique sabendo
Que a muié que traz a sorte
De atraiçoá o esposo
Só presta pra se matá.
Lhe peço um grande favô
Antes de vossa mercê
Me botá daqui pra fora:
É a licença do doutô
Pr´eu lhe contá minha estória.
Sinhô, doutô delegado,
Digo a vossa senhoria
Que inté ontem fui casado
Com a muié que em vida
Se chamou Rosa Maria.
Faz dez mês que nós morava
Como pobre, é verdade,
Mas a gente se sentia
Rico de felicidade.
Pras banda que nós morava
No lugá Chão da Cutia,
Morava também um cabra
Chamado Chico Faria.
Esse cabra mais pra trás
Tinha gostado de Rosa,
Chegaram inté a ser noivo,
Mas não fizeram a entrosa
Do casamento, pru mode
Mané urêia de bode
Que era padrim de Maria
Ter desmanchado essa prosa.
Entonce, Chico Faria,
Adispois que nós casamo,
Em conversa, às vez dizia
Que ainda me dava fim
Pra se casá com Maria.
Dessas coisa eu sabia
Mas nunca dei importância.
Tinha toda confiança
Na muié que eu amava
Ou mais mió adorava
Com toda minha sustança.
Dispois disso, o meu rijume
Era vivê trabaiando
Sem da muié ter ciúme.
A muié, por sua vez,
Não me dava cabimento
D’eu pensá que ela fizesse
Um dia um farsejamento.
Mas seu doutô tome tento
No resto da minha estória
Que o ruim chegou agora.
Se não me falta a memória,
Já faz assim uns três mês
Que o cabra Chico Faria,
Todo prosa, todo ancho,
Quase sempre, mais das vez,
Avisitava o meu rancho.
Por ali desconfiado,
Como quem qué e não qué,
Eu fui vendo que o malvado
Tentava minha muié.
Ou tentação ou engano,
Eu fui vendo a coisa feia,
Por derradeiro eu já tava
- Mosca detrás da urêia.
Os tempo foram passando
E o meu arreceiamento
Cada vez ia aumentando
Seu doutô, vá escutando!
Ontem já de tardezinha,
Meu cumpade Quinca Arruda
Me chamô pra nós dançá
Num samba lá na Varginha,
Na casa de Mestre Duda.
Mestre Duda é um cabôco,
Um tocadô de primeira,
É o emboladô de coco
Mais bom daquela ribeira.
Entonce, Rosa Maria,
Sempre gostou de sambá.
Mas porém, desconfiada,
Me disse já de noitinha
Que pro samba ela não ia,
Que tava muito enfadada,
Precisava se deitá...
Eu fiquei desconfiado
Com a preposta da muié.
Dispois que tomei café,
Quase puro, sem mistura,
Com a faca na cintura,
Fui pro samba, fui sambá.
Cheguei no samba, doutô,
Quem era que tava lá?
O cabra Chico Faria
Que, quando foi me avistando,
Foi logo me perguntando:
Cadê Sá Dona Maria?
Não veio não, pra dançá?
-Não sinhô, ficou em casa.
Pro Faria arrespondi.
Sentí entonce uma brasa,
Queimando meu coração.
Nunca mais pude tirá
As palavra desse cabra
Da minha imaginação.
Perdi o gosto da festa,
E não pude dançá não.
O cabra, por sua vez,
Não dançava, seu doutô,
De vez em quando me oiava
Com oiá de um traídô.
Meia noite, mais ou menos,
Se adespedindo dos povo,
Disse: - Adeus, que eu já vou.
Quando ele se arretirou,
Eu também me arretirei,
Atrás dele, sim sinhô.
Ele na frente, eu atrás,
Se o cabra andava depressa
Eu andava muito mais.
Noite escura como breu!
Nem eu avistava o cabra,
Nem o cabra via eu.
Sempre andando sempre andando
Ele na frente, eu atrás.
Já nem se escutava mais
A voz do fole tocando
Na casa do mestre Duda.
A noite tava mais preta
Que a consciência de Juda.
Sempre andando sempre andando
Eu fui vendo, seu doutô
Que o malvado ia tomando
Direção de minha casa
Minha casa sim sinhô
Já pertinho do terreiro
Eu me escondi por detrás
De um pé de trapiazeiro.
Abaixadinho, escondido
Prendi a respiração
Abri os óio, os ouvido
Pra mió ver e ouvir
Quá era sua intenção
Seu doutô repare bem
O cabra oiando pra trás
Do mesmo jeito que faz
O ladrão pra ver alguém
Não tendo visto ninguém
Na minha porta bateu.
De lá dentro uma voz
Bem baixinho arrespondeu
Ele entonce cá de fora:
‘Quem tá batendo sou eu’
De repente abriu-se a porta
Aí, seu doutô, nessa hora
A esperança tá morta
Tava morto meu amor
No escuro uma voz falou
Tá aqui seu Chico uma carta
Que a tempo tinha escrevido
Pra mandar pra vosmicê.
Por favô não leia agora
Vá simbora, vá simbora
Que quando chegar em casa
Tem muito tempo pra ler...
Quando minhas oiça ouviu
As palavra que Maria
Dizia pro desgraçado,
Eu fiquei amalucado,
Fiquei quase como um louco,
Ou mió, como um cabôco
Quando tá cheio de esprito.
Dum salto como um cabrito
Eu tava nos pés do cabra
E sem querê dei um grito:
-Miseráve! E arrastei
Minha faca da cintura.
Naquela hora, doutô,
Eu vi o Chico Faria
Na beira da seputura.
Mas o cabra teve sorte,
Sempre nessas circunstância
Os home foge da morte.
Dei de garra do papé,
O portadô da traição,
Machuquei nas minha mão
A honra, doutô, a honra,
Daquela falsa muié.
Dispois oiando pra carta
Tive pena, pode crê
De não ter aprendido a ler
Nas letra ali escrevida,
O que dizia Maria
Pro malvado traídô.
Tive pena, sim sinhô,
Mas que houvera de fazê,
Se nunca aprendí a ler?
Maria me atraiçoou,
Essa muié que um dia
Ajoeiada nos pé do altá,
Jurou em nome de Deus
Que enquanto tivesse vida
Houvera de me honrá
E me amá com todo amô.
Com perdão de seu doutô,
Quando vi o miseráve,
Na escuridão da noite,
Dos meus zóio se escondê,
Sem deixá nem sombra inté,
Entrei pra dentro de casa
Pra me vingá da muié.
Doutô, que hora minguada,
Maria tava ajoeiada,
Chorando com as mão posta,
Como quem faz oração...
Oiando pra eu pedia
Pelo Cálice, pela hóstia,
Pelo amô que eu lhe amava
Que eu não fizesse isso não.
Sem dizê uma palavra,
Agarrei das suas mão,
Levantei ela pra riba,
E enterrei inté o cabo,
O ferro da parnaíba
Por riba do coração.
Salvei a honra, doutô,
Salvei a honra, apois não.
Dispois que vi Maria
Cair sem vida no chão,
Vim falá com vosmicê,
Vim confessá o meu crime
E me entregá às prisão.
Se seu doutô não acredita
Se sou criminoso ou não,
Tá aqui a faca assassina
E o sangue nas minhas mão.
Como prova da traição,
Tá aqui a carta, doutô.
Lhe peço um grande favô.
Antes de vossa senhoria
Me mandá lá pras prisão,
Me leia aqui essa carta
Pr'eu sabê como Maria
Preparava a traição.
A CARTA
"Seu Chico. Chã-de-Cutia
Digo a vossa senhoria
Que só lhe faço essa carta
Pro sinhô ficá sabendo
Que eu não sou a muié
Que o sinhô tá entendendo.
Se o sinhô continuá
Com seus dibique atrevido,
O jeito que tem é contá
Tudo tudo a meu marido.
O sinhô fique sabendo
Que com seu descaramento
Não faz nunca eu quebrá
O sagrado juramento,
Jurado nos pés do Altá,
No dia do casamento.
Se o sinhô é enxerido
Encontrou uma muié forte,
O nome do meu marido
Eu honro inté minha morte!
Sou de vossa senhoria,
Sua criada Maria."
Doutô, doutô me arresponda
O que é que eu tô ouvindo.
Vosmicê tá lendo a carta,
Ou tá... tá me iludindo?
Doutô, meu Deus, doutô,
Maria tava inocente...
Mi arresponda, por favô!
-Inocente, sim sinhô.
Matei Maria inocente...
Pruquê, seu doutô, pruquê?
Matei Maria somente,
Pruquê não aprendi a ler.
Imagine agora o doutô
Quanto é grande o meu sofrê.
Sou duas vez criminoso.
Que castigo, que horrô!
Que crime não sabê ler
quinta-feira, 22 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
VERDADE X VERDADE
Que a verdade deve ser dita em qualquer situação,
não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comu-
nicada é que tem provocado, em alguns casos, gran-
des problemas.
A verdade pode ser comparada a uma
pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém
pode ferir, provocando dor e revolta. Mas se a envol-
vermos em delicada embalagem e a oferecemos com
ternura, certamente será aceita com facilidade.
Sou Cearense sou de várzea-Alegre
Ceará Terra da Luz
Fagner
Imagina um lugar lindo todo colorido pintado na bela tela pelo criador
Imagina o meu lugar dos sonhos o meu paraíso
As cores da felicidade sorrindo pra você
Imagina meu porto seguro minha alegria
Eu agradeço todo dia eu tenho amor e paz
Daqui o mundo é tão bonito pode ter certeza
Tanta beleza, não troco por nada
Eu sou feliz demais
E o sol iluminando os corações
E o verde do teu mar que me seduz
A tua maravilha encanta, eu posso me orgulhar
Porque eu sou cearense, porque sou brasileiro
Sou apaixonado pelo meu lugar
Eu trago no peito um amor verdadeiro
Eu sou da Terra da Luz, eu sou do Ceará!
HOSPEDANDO ANJOS SEM SABER
Homens fortes marcados pela dor,
Banhados de suor, de calejadas mãos.
E destas mãos, a trama de uma rede,
E teceram em ouro a história.
Esta historia, que é forja incandescente
De sonhos, de esperanças, de sede de infinito.
Do infinito, a terra antiga e nova,
O fruto desta terra, o sonho que hoje é vida:
A nova humanidade.
Cata à vida, humanidade!
Canta a vida que terás,
Luz que sempre viveu em ti
A luz que não morrerá.
O céu coloriu a tua historia.
Esta historia…
Maria rainha da paz.
Se eu fosse poeta
Falaria de ti
As coisas que ninguém disse jamais
Se tivesse o dom da arte
Eu roubaria luz
Faria um desenho desse teu olhar
E se tivesse asas
Eu partiria em vôo
Para chegar no alto junto a ti
Mãe dulcíssima
Tesouro dos mais pobres
Coragem de quem ainda espera
Tu, Mãe dulcíssima
Consola estas lagrimas
Escuta aqueles que não têm mais voz
Repouso dos mais fracos
Silencio de quem dá
Fonte para a nossa aridez
Esplendor da nossa noite
Estrela da manha
Neve branca sobre a cidade
Rainha da paz
Vértice do amor
És raiz da nossa vida
Tu, mãe dulcíssima
Tesouro dos mais pobres
Coragem de quem ainda espera
Tu, mãe dulcíssima
Consola estas lagrimas
Escuta aqueles que não têm mais voz
Dos náufragos és ancora
Do canto poesia
De nossos sonhos és realidade
Reflexo de infinito
Clarão das estrelas
Imagem do cosmo que será
Vagando a nossa terra
Nascente entre as rochas
Segredo que se encontra em cada flor
Mãe dulcíssima
Tesouro dos mais pobres
Coragem de quem ainda espera
Tu, mãe dulcíssima
Consola estas lagrimas
Escuta aqueles que não têm voz
Tu, mãe dulcíssima
Tesouro dos mais pobres
Coragem de quem ainda espera
Tu, mãe dulcíssima
Consola estas lagrimas
Escuta aqueles que não têm mais voz
DEUS, ÉS O AMOR
A brisa leve e tão singela, o dia lindo, a noite bela,
Dizem que Tu és o Amor!
Um simples átomo, um estrela,
A tenra flor ou uma pérola,
Dizem que Tu és o amor!
Deus, é o Amor,
Tu amas com amor infinito
E nos dás a vida!
O canto de uma melodia, composto pela tua harmonia,
Nos faz sentir que és o Amor!
Uma esperança que desponta
No coração que te encontra,
Nos faz sentir que és o Amor!
Mais que as nossas vaidades, Tu colhes as sinceridade
E à nossa esperança sempre estás!
Perdoas toda ingratidão, preenches nossa solidão
E à nossa esperança sempre estás!
Deus, é o Amor
MEU TESOURO - Jesus Cristo
QUANDO ENTRE NÓS ESTÁS
Quando entre nós estás
Tudo em torno se transforma
Mesmo se o inverno vem,
Resplandece sempre o Sol
Tudo parece ouro
A névoa se dilui
E como no Tabor
Tudo se transfigura
Quando entre nós estás
Tudo é sabedoria
Nos transfigura em ti
Novos todos nos sentimos
Como discípulos
Plenos de paraíso
Celeste música
E ficar nós queremos
Sempre contigo, e em ti entre nós
A historia de Vicente Jucá de Brito-Serra dos Cavalos ( Várzea Alegre ).
Eu num gosto dessa história
Que agora eu vou contá
História de valentia
De brabeza e de fuá
História de muitas morte
"Pru" muita farta de sorte
eu só morri no "finár".
Eu nasci "ditriminado"
A ser grande atiradô
"Ditriminado" a ser "brabo"
"Espaiadêro" de "horrô"
"Sapecadô" de bofete
"Brigadô" de canivete
Faca, peixeira e facão
Trinchete, foice e enxada
De revolver e espingarda
Metralhadora e canhão.
Eu nasci "desaprovido"
Dos lado que todos têm
Num tenho lado criança
Lado mulé, nem do bem
Só tenho lado abusado
E não fico sossegado
Do lado de seu ninguém.
Confesso, sou injuado
Mais sério do que defunto
Num sou de trocar risada
Num sou puxar assunto
Num fujo da "bandidage"
E tendo mula "selvage"
Se for pra muntá eu munto.
Já matei vinte valente
Matei uns dez valentão
Uns vinte e tanto safado
Uns oitocentos ladrão
De traideiro, um punhado
De vigarista afamado
Num me lembro, uma purção.
Eu inté perdi a conta
De quantos tiro já dei
Mas as bala que "cuspiro"
"Chegaro" adonde mirei
Pra não "dizere" a "bobage"
Q'eu falo muita "vantage"
Uns, dois ou três eu errei.
O dia que eu morri
Foi quando tu me "olhô"
Todas "fulôre" que "chêra"
Naquele dia "cheirô"
Todas estrela que "bria"
Naquele dia "briou"
As "passarada" que canta
Naquele dia cantô
Todo "brabo" que não chora
Naquele dia "chorô"
Porque todo "amô" que mata
Naquele dia matô.
"Pru" riba de tantos causo
Sei que morrê não mereço
Tô no céu, tô nos teus braço
De quaje nada padeço
Por isso a partir "dagora"
Só vou contá minha história
morrendo já no começo.
Granjeiro.
Teoria do caos
É uma das leis mais importantes do Universo, presente na essência de quase tudo o que nos cerca. A idéia central da teoria do caos é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro. Por isso, tais eventos seriam praticamente imprevisíveis - caóticos, portanto. Parece assustador, mas é só dar uma olhada nos fenômenos mais casuais da vida para notar que essa idéia faz sentido. Imagine que, no passado, você tenha perdido o vestibular na faculdade de seus sonhos porque um prego furou o pneu do ônibus. Desconsolado, você entra em outra universidade. Então, as pessoas com quem você vai conviver serão outras, seus amigos vão mudar, os amores serão diferentes, seus filhos e netos podem ser outros... Bom essa música fez isso comigo.
Minha Pequena Eva
Banda Eva
Meu amor, olha só hoje o sol não apareceu
É o fim da aventura humana na Terra
Meu planeta adeus,
Fugiremos nós dois na arca de Noé
Olha bem meu amor no final da odisséia terrestre
Sou Adão e você será...
Minha pequena Eva (Eva)
O nosso amor na última astronave (Eva)
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
E voando bem alto (Eva)
Me abraça pelo espaço de um instante (Eva)
Me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver...
Meu amor, olha só hoje o sol não apareceu
É o fim da aventura humana na Terra
Meu planeta adeus,
Fugiremos nós dois na arca de Noé
Olha bem meu amor no final da odisséia terrestre
Eu sou Adão e você será...
Minha pequena Eva (Eva)
O nosso amor na última astronave (Eva)
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
E voando bem alto (Eva)
Me abraça pelo espaço de um intante(Eva)
Me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver...
E pelo espaço de um instante
Afinal não há nada mais que o céu azul...
Sobre o Rio, Beirute ou Madagascar
Toda a Terra reduzida a nada,a nada mais
E minha vida é um flash
de controles, botões anti-atômicos
Mas olha,olha bem meu amor,
é o final da odisséia terrestre
Sou Adão e você será
Minha pequena Eva (Eva)
O nosso amor na última astronave (Eva)
além do infinito eu vou voar
sozinho com você
E voando bem alto (Eva)
Me abraça pelo espaço de um instante (Eva)
me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver
Minha pequena Eva (Eva)
O nosso amor na ultima astronave (Eva)
alem do infinito eu vou voar
sozinho com você...
Eu Vou Dizer Um Negócio
Pois o infeliz do cumpade que já tava comendo cachorra insosa, com os negócio dando pra trás, achou pouca a caiacanga que se meteu e agora tá gastando o que não tem pra fundar um conjunto dançarineiro com sintoma de macumba e ainda por cima quer comprar um trio elétrico pra putanhagem fora de época. Tudo isso a mando daquela quenga, mandingueira do Abaeté. A bixa é um cupim de home tão da gota, que além de rapar o fundo da gaveta do infeliz ainda bota diadema de vaca na testa do usurave, com tudo que é dançarino da região.
Eu que não tenho papa na língua, tomei o fôlego dele e disse-lhe : Laiga de ser disleriado mufino duma figa, procura o teu lugar rapaz! triste dum rato que não conhece o buraco, tu rapaz, um homem véi das mão de gingibre mais barbado do que Dom Pedro 2° num tem vergonha nessa cara de caximbo cru. Te quilibra rapaz, num tais vendo que aquilo num é mulher de reza, antes escomungado pelo vigário do que bença de pé de mula, quem tiver doença abra a bolsa e tenha paciência, ela te curou foi com teu dinheiro e até hoje tu tá comendo fiado e cagando juro, e tem uma coisa, traíra quando não tem o que comer, come os parente! te orienta rapaz, pois quem se mete a redentor, termina é crucificado.
Olhe eu num sei não viu, eu tenho assuntado direitim e tô com a impressão de que faltou terra nos pé de Mané Cabelim e ele não deu fé, tá pensando que vai ganhar dinheiro com pagode, eu disse a ele: Cumpaade, esse negócio de pagode aputanhado ou turismo rebolador, isso é dinheiro amaldiçoado home de Deus, isso é feito os dinheiro roubado por sacristão, cantando vem, cantando vão, será possive que tu num tais vendo que tu tá comendo com pinto e cagando como pato rapaz? eu sei que conselho e tabaco a gente só dá a quem pede, mas eu vou dar e vou falar! eu vou falar sim senhor! porque palavra demais, só custa dinheiro em telegrama! tu sabe muito bem que o pior do esfolar tá no rabo! tu sai dessa brasa se não tu entra na labarêda, pois quem compra o que não pode, vende o que não quer, derna que Adão era cadete que o mundo é assim e contigo não vai ser diferente não. Então laiga de mão esse diabo de trio elétrico, enfia aquela rapariga debaixo da carreta e te levanta pra trabaiá, porque missa e maré só se espera de pé. Quem acha besta não compra cavalo e tu já fosse achado besta fela da puta duma figa! olhe eu fico dueeeente cum negócio desse!
Dá vontade de abrir a mão e desapiar os cinco mandamento na tava dos queixo daquele infeliz e ver ele morrer engasgado com os canino, incisivo e caco de dentadura, que meu Deus que me perdôe! mas eu acho que ainda vou dizer umas verdade, eu ainda nem comecei, ainda não disse nada! acho que vou dizer umas verdade. Não, pensando bem, é melhor até ficar calado, é, é melhor ficar calado, sim é, é melhor ficar calado.
Meu mestre eterno. Patativa do Assaré
O Sabiá e o Gavião
| Eu nunca falei à toa. Sou um cabôco rocêro, Que sempre das coisa boa Eu tive um certo tempero. Não falo mal de ninguém, Mas vejo que o mundo tem Gente que não sabe amá, Não sabe fazê carinho, Não qué bem a passarinho, Não gosta dos animá. Já eu sou bem deferente. A coisa mió que eu acho É num dia munto quente Eu i me sentá debaxo De um copado juazêro, Prá escutá prazentêro Os passarinho cantá, Pois aquela poesia Tem a mesma melodia Dos anjo celestiá. Não há frauta nem piston Das banda rica e granfina Pra sê sonoroso e bom Como o galo de campina, Quando começa a cantá Com sua voz naturá, Onde a inocença se incerra, Cantando na mesma hora Que aparece a linda orora Bejando o rosto da terra. O sofreu e a patativa Com o canaro e o campina Tem canto que me cativa, Tem musga que me domina, E inda mais o sabiá, Que tem premêro lugá, É o chefe dos serestêro, Passo nenhum lhe condena, Ele é dos musgo da pena O maiô do mundo intêro. Eu escuto aquilo tudo, Com grande amô, com carinho, Mas, às vez, fico sisudo, Pruquê cronta os passarinho Tern o gavião maldito, Que, além de munto esquisito, Como iguá eu nunca vi, Esse monstro miserave É o assarsino das ave Que canta pra gente uví. Muntas vez, jogando o bote, Mais pió de que a serpente, Leva dos ninho os fiote Tão lindo e tão inocente. Eu comparo o gavião Com esses farão cristão Do instinto crué e feio, Que sem ligá gente pobre Quê fazê papé de nobre Chupando o suó alêio. As Escritura não diz, Mas diz o coração meu: Deus, o maió dos juiz, No dia que resorveu A fazê o sabiá Do mió materiá Que havia inriba do chão, O Diabo, munto inxerido, Lá num cantinho, escondido, Também fez o gavião. De todos que se conhece Aquele é o passo mais ruim É tanto que, se eu pudesse, Já tinha lhe dado fim. Aquele bicho devia Vivê preso, noite e dia, No mais escuro xadrez. Já que tô de mão na massa, Vou contá a grande arruaça Que um gavião já me fez. Quando eu era pequenino, Saí um dia a vagá Pelos mato sem destino, Cheio de vida a iscutá A mais subrime beleza Das musga da natureza E bem no pé de um serrote Achei num pé de juá Um ninho de sabiá Com dois mimoso fiote. Eu senti grande alegria, Vendo os fíote bonito. Pra mim eles parecia Dois anjinho do Infinito. Eu falo sero, não minto. Achando que aqueles pinto Era santo, era divino, Fiz do juazêro igreja E bejei, como quem bêja Dois Santo Antõi pequenino. Eu fiquei tão prazentêro Que me esqueci de armoçá, Passei quage o dia intêro Naquele pé de juá. Pois quem ama os passarinho, No dia que incronta um ninho, Somente nele magina. Tão grande a demora foi, Que mamãe (Deus lhe perdoi) Foi comigo à disciprina. Meia légua, mais ou meno, Se medisse, eu sei que dava, Dali, daquele terreno Pra paioça onde eu morava. Porém, eu não tinha medo, Ia lá sempre em segredo, Sempre. iscondido, sozinho, Temendo que argúm minino, Desses perverso e malino Mexesse nos passarinho. Eu mesmo não sei dizê O quanto eu tava contente Não me cansava de vê Aqueles dois inocente. Quanto mais dia passava, Mais bonito eles ficava, Mais maió e mais sabido, Pois não tava mais pelado, Os seus corpinho rosado Já tava tudo vestido. Mas, tudo na vida passa. Amanheceu certo dia O mundo todo sem graça, Sem graça e sem poesia. Quarqué pessoa que visse E um momento refritisse Nessa sombra de tristeza, Dava pra ficá pensando Que arguém tava malinando Nas coisa da Natureza. Na copa dos arvoredo, Passarinho não cantava. Naquele dia, bem cedo, Somente a coã mandava Sua cantiga medonha. A menhã tava tristonha Como casa de viúva, Sem prazê, sem alegria E de quando em vez, caía Um sereninho de chuva. Eu oiava pensativo Para o lado do Nascente E não sei por quá motivo O só nasceu diferente, Parece que arrependido, Detrás das nuve, escondido. E como o cabra zanôio, Botava bem treiçoêro, Por detrás dos nevoêro, Só um pedaço do ôio. Uns nevoêro cinzento Ia no espaço correndo. Tudo naquele momento Eu oiava e tava vendo, Sem alegria e sem jeito, Mas, porém, eu sastifeito, Sem com nada me importá, Saí correndo, aos pinote, E fui repará os fiote No ninho do sabiá. Cheguei com munto carinho, Mas, meu Deus! que grande agôro! Os dois véio passarinho Cantava num som de choro. Uvindo aquele grogeio, Logo no meu corpo veio Certo chamego de frio E subindo bem ligêro Pr’as gaia do juazêro, Achei o ninho vazio. Quage que eu dava um desmaio, Naquele pé de juá E lá da ponta de um gaio, Os dois véio sabiá Mostrava no triste canto Uma mistura de pranto, Num tom penoso e funéro, Parecendo mãe e pai, Na hora que o fio vai Se interrá no cimitéro. Assistindo àquela cena, Eu juro pelo Evangéio Como solucei com pena Dos dois passarinho véio E ajudando aquelas ave, Nesse ato desagradave, Chorei fora do comum: Tão grande desgosto tive, Que o meu coração sensive Omentou seus baticum. Os dois passarinho amado Tivero sorte infeliz, Pois o gavião marvado Chegou lá, fez o que quis. Os dois fiote tragou, O ninho desmantelou E lá pras banda do céu, Depois de devorá tudo, Sortava o seu grito agudo Aquele assassino incréu. E eu com o maiô respeito E com a suspiração perra, As mão posta sobre o peito E os dois juêio na terra, Com uma dó que consome, Pedi logo em santo nome Do nosso Deus Verdadêro, Que tudo ajuda e castiga: Espingarda te preciga, Gavião arruacêro! Sei que o povo da cidade Uma idéia inda não fez Do amô e da caridade De um coração camponês. Eu sinto um desgosto imenso Todo momento que penso No que fez o gavião. E em tudo o que mais me espanta É que era Semana Santa! Sexta-fêra da Paixão! Com triste rescordação Fico pra morrê de pena, Pensando na ingratidão Naquela menhã serena Daquele dia azalado, Quando eu saí animado E andei bem meia légua Pra bejá meus passarinho E incrontei vazio o ninho! Gavião fí duma égua! |
As três Peneiras
Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro
dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com
esta:
Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a
respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe,
apartou:
Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já
passou pelo crivo das três peneiras?
Peneiras? Que peneiras, chefe?
A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza
de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi
o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
Então sua historia já vazou a primeira peneira.
Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE.
O que você vai me contar, gostaria que os outros
também dissessem a seu respeito?
Claro que não! Deus me livre, chefe! - diz Olavo,
assustado.
Então - continua o chefe - sua história vazou a
segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a
da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar
esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
Não, chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi
que não sobrou nada do que eu iria contar - fala
Olavo, surpreso.
Pois é, Olavo, já pensou como as pessoas seriam mais
felizes se todos usassem essas peneiras? - diz o
chefe, prosseguindo - Da próxima vez em que surgir um
boato por aí, submeta-o ao crivo destas três peneiras:
VERDADE, BONDADE e NECESSIDADE, antes de obedecer ao
impulso de passá-lo adiante, porque pessoas
inteligentes falam sobre idéias, pessoas comuns falam
sobre coisas, pessoas medíocres falam sobre pessoas.
omo é bom refletir sobre as três peneiras,não é?
Acredito que todos nos passamos por essa parte diariamente, mesmo que não façamos como o Olavo, nos julgamos as atitudes das outras pessoas, é natural do ser humano o olhar crítico, mas precisamos ponderar e colocar na balança tudo...
e uma saída muito boa e com resultados é nos colocarmos no lugar da outras pessoas e com certeza teremos muito um crescimento maior e seremos mais justos com as pessoas ao nosso redor. Carius , 18 de marços de 2012.
A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA
A FÁBULA DA ÁGUIA E DA GALINHA
Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.
"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.
Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.
Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista. - Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou a carga:
- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!
- Não, respondeu firmemente o naturalista. - Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e
dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.
Foi quando ela abriu suas potentes asas.
Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.
Voou. E nunca mais retornou."
Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos
que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.” Varze-alegre , sitio Cristo Rei.
MAKTUBE III -AS TRES ARVORES
• 1. Havia, no alto da montanha, três pequenas árvores que sonhavam o que seriam depois de grandes.
• 2. A primeira, olhando as estrelas, disse: “eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada”.
• 3. A segunda olhou o mar e suspirou: “eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas”.
• 4. A terceira árvore olhou o vale e disse: “quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que as pessoas ao olharem pra mim, levantem seus olhos e pensem em Deus”.
• 5. Muitos anos se passaram e certo dia vieram três lenhadores e cortaram as três árvores, todas ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam.
• 6. A primeira árvore acabou sendo transformada num coxo de animais, coberto de feno.
• 7. A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.
• 8. E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em grossas vigas e colocada de lado num depósito.
• 9. Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu bebê nascido naquele coxo de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo.
• 10. A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando o mar se enfureceu, o homem levantou e repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança: E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o Rei dos Céus e da Terra.
• 11. Tempos mais tarde a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, sentiu-se horrível e cruel. Mas no terceiro dia, o mundo vibrou de alegria e a terceira entendeu que nela havia sido pregado um homem para a salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu Filho JESUS CRISTO ao olharem para ela.
• 12. Quando as coisas não parecem estar acontecendo da maneira que você gostaria, tenha sempre a certeza de que Deus tem outros planos para você.
13. Cada uma das árvores teve o que desejava, mas não da forma que imaginou. Não sabemos dos planos que Deus tem para nós, sabemos apenas que Seus caminhos podem não ser os nossos, mas são sempre os melhores! ABENÇOADO SEJA SEU DIA!!!
Iguatu, 18 de março de 2012.
sexta-feira, 16 de março de 2012
MAKTUBE NO AMOR
Jesus começa a sua pregação com o Sermão da Montanha. Em frente ao lago de Tiberíades, num monte perto de Cafarnaúm, sentado – como costumavam fazer os mestres –, Jesus anuncia às multidões as bem-aventuranças. No Antigo Testamento usava-se muitas vezes a palavra «bem-aventurado», exaltando a pessoa que cumpria, das mais variadas formas, a Palavra do Senhor.
As bem-aventuranças de Jesus faziam lembrar as bem¬-aventuranças que os discípulos já conheciam. No entanto, era a primeira vez que eles ouviam dizer que os puros de coração eram, não só dignos de subir ao monte do Senhor – como cantava o Salmo – , mas podiam até ver Deus. Qual era, então, essa pureza tão sublime que tinha tanto mérito? Jesus haveria de o explicar melhor durante a sua pregação. Procuremos, por isso, segui-Lo para nos abeirarmos da fonte da verdadeira pureza.
«Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus».
Antes de mais nada, para Jesus, há um meio supremo de purificação: «Vós já estais purificados pela Palavra que vos tenho anunciado» . Não são tanto os exercícios rituais que purificam o espírito, mas a sua Palavra. A Palavra de Jesus é diferente das palavras humanas. Nela está presente Cristo, como também¬ – de outro modo – está presente na Eucaristia. Por meio da Palavra, Cristo entra em nós e, se a deixarmos agir, torna-nos livres do pecado e, portanto, puros de coração.
Por conseguinte, a pureza é fruto da Palavra vivida. É fruto de todas aquelas Palavras de Jesus que nos libertam dos chamados apegos, em que forçosamen¬te caímos se não tivermos o coração fixado em Deus e nos seus ensinamentos. Esses apegos podem ser em relação a coisas, a pessoas, ou a nós mesmos. Mas, se o nosso coração estiver fixado unicamente em Deus, tudo o resto se torna secundário.
Para ter êxito nesta tarefa, pode ser útil repetir a Jesus, a Deus, durante o dia, aquela invocação do Salmo que diz: «És tu, Senhor, o meu único bem!» .
Procuremos repetir esta frase muitas vezes e, sobretudo, quando os vários apegos ameaçarem arrastar o nosso coração para imagens, sentimentos e paixões que possam ofuscar a noção do bem e tirar-nos a liberdade.
Somos levados a olhar para certos cartazes publicitários, a assistir a certos programas de televisão? Não. Digamos-Lhe: «És tu, Senhor, o meu único bem». Será este o primeiro passo para sairmos de nós mesmos, e declarar novamente a Deus o nosso amor. É assim que vamos adquirindo a pureza.
Sentimos, por vezes, que uma pessoa ou uma actividade perturbam a nossa relação com Deus e são como um obstáculo entre nós e Deus? É o momento de Lhe repetir: «És tu, Senhor, o meu único bem». Isto ajudar-nos-á a purificar as nossas intenções e a reencontrar a liberdade interior.
«Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus».
A Palavra vivida torna-nos livres e puros, porque a Palavra de Deus é amor. É o amor que, com o seu fogo divino, purifica as nossas intenções e todo o nosso espírito. Porque, segundo a Bíblia, o «coração» é a sede mais profunda da inteligência e da vontade.
Mas existe um amor que Jesus nos recomenda e que nos permite viver esta bem-aventurança. É o amor recíproco, de quem está pronto a dar a vida pelos outros, seguindo o exemplo de Jesus. Esse amor cria uma corrente, cria uma reciprocidade, uma atmosfera, cuja nota dominante é precisamente a transparência, a pureza, devido à presença de Deus que é o único que pode criar em nós um coração puro . É vivendo o amor recíproco que a Palavra actua com os seus efeitos de purificação e de santificação.
O indivíduo isolado é incapaz de resistir muito tempo às solicitações do mundo. Pelo contrário, no amor recíproco, encontra um ambiente sadio, capaz de proteger a sua pureza e toda a sua existência cristã autêntica.
«Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus».
E eis, então, o fruto dessa pureza, sempre reconquistada: podemos «ver» Deus, isto é, compreender a sua acção na nossa vida e na História. Podemos ouvir a sua voz no coração. Podemos descobrir a sua presença: nos pobres, na Eucaristia, na sua Palavra, na comunhão fraterna, na Igreja.
Podemos saborear, antecipadamente, a presença de Deus, que começa já nesta vida, «pois caminhamos pela fé e não pela visão» até ao momento em que O «veremos face a face» por toda a eternidade.
Iguatu, 16 de março de 2012.
Maktube II pesquisado e Reestruturado por Mim.
Um caldeireiro foi contratado para consertar um enorme sistema de caldeiras de um navio a vapor que não estava funcionando bem. Após escutar a descrição feita pelo engenheiro quanto aos problemas e de haver feito umas poucas perguntas, dirigiu-se à sala de máquinas. Olhou, durante alguns instantes, para o labirinto de tubos retorcidos. A seguir, pôs-se a escutar o ruído surdo das caldeiras e o silvo do vapor que escapava. Com as mãos apalpou alguns tubos. Depois, cantarolando suavemente só para si, procurou em seu avental alguma coisa e tirou de lá um pequeno martelo, com o qual bateu apenas uma vez em uma válvula vermelha. Imediatamente, o sistema inteiro começou a trabalhar com perfeição e o caldeireiro voltou para casa.
Quando o dono do navio recebeu uma conta de R$ 2.000,00 queixou-se de que o caldeireiro só havia ficado na sala de máquinas durante quinze minutos e solicitou uma conta pormenorizada.
Eis o que o caldeireiro lhe enviou:
Total ................: R$ 2.000,00
Martelada ..........: R$ 0,50
Onde martelar ....: R$ 1.999,50
Boa leitura. Iguatu, 16 de março de 2012.
Maktube II pesquisado e Reestruturado por Mim.
Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monje deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
— Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: — Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.
Curiosidades.
Lincoln e Kennedy
• Abraham Lincoln foi eleito para o Congresso em 1846.
John F. Kennedy foi eleito para o Congresso em 1946.
• Lincoln foi eleito presidente em 1860, Kennedy em 1960.
• Os nomes Lincoln e Kennedy têm sete letras.
• Ambos estavam comprometidos com os direitos civis.
• As esposas de ambos perderam filhos enquanto viviam na Casa Branca.
• Os dois foram baleados numa sexta-feira.
• O sobrenome da secretária de Lincoln era Kennedy.
O sobrenome da secretária de Kennedy era Lincoln.
• Ambos os presidentes foram assassinados por sulistas, e os dois foram sucedidos por sulistas.
• Ambos os sucessores tinham o sobrenome Johnson.
• Andrew Johnson que sucedeu a Lincoln nasceu em 1808.
Lyndon Johnson que sucedeu a Kennedy nasceu em 1908.
• Os primeiros nomes dos dois sucessores tinham o mesmo número de letras.
• John Wilkes Booth que assassinou Lincoln nasceu em 1839.
Lee Harvey Oswald, assassino de Kennedy, nasceu em 1939.
• Os dois assassinos eram conhecidos pelos seus três nomes, e os nomes de ambos têm quinze letras.
• Booth saiu correndo de um teatro e foi apanhado em um depósito.
Oswald saiu correndo de um depósito e foi pego em um teatro.
• Booth e Oswald foram assassinados antes de seu julgamento.
• Lincoln foi morto na sala Ford, do teatro Kennedy.
Kennedy foi morto num carro Ford, modelo Lincoln.
• Uma semana antes de ser morto, Lincoln esteve em Monroe, Maryland.
Uma semana antes de ser morto, Kennedy "esteve" na Marylin Monroe.
È mole ou que mais. Vieira, 16 de março de 2012.





